Soltem-me, pedia Yoani

... Vão ter de escutar Porque se algo tenho é a palavra para falar Yoani Sanchez Uma jovem mulher de Cuba que sofreu violência institucional. Quantas de nós aqui também no Brasil sofreram de violência policial! ...
...
"As duas violências foram muito graves, a doméstica e a institucional. Em ambas, me senti impotente. Mas não ver a quem recorrer é algo que deixa a pessoa muito frustrada, deprimida"

Maria da Penha

quarta-feira, setembro 30, 2009

Quer sobreviver? Reconheça um Psicopata!

Personalidade Perversas dos Psicopatas

Os psicopatas costumam ser perigosos, tendo em vista sua maneira dissimulada de ocultar a índole contraventora.
A ausência de sentimentos éticos e altruístas, unidos à falta de sentimentos morais, impulsiona o psicopata a cometer brutalidades, crueldades e crimes

Personalidade Perversa – Caracteriza-se por uma acentuada debilidade dos sentimentos sociais que pode resultar da ignorância das normas éticas habituais, das exageradas tendências instintivas anti-sociais, da incapacidade de compreensão das obrigações morais.
Nos casos de personalidade perversa, a inteligência quanto mais desenvolvida, mais grave torna o caso, porquanto ela é, então, utilizada para mascarar melhor os atos amorais.

Sindrome Narciso Maligno

- Encanto superficial e manipulação
- Mentiras sistemáticas e Comportamento fantasioso.
- Ausência de Sentimentos Afetuosos
– Amoralidade
– Impulsividade
- Incorregibilidade
- Falta de Adaptação Social
 

Seu amigo Psicopata  A mente do Psicopata

Mandamentos dos Psicopatas

Entrevista com Psicopatas

Síndrome do Narciso Maligno  A Síndrome de Don Juan

Psicopatas eles estão entre nós

POR ONDE ANDAM OS PSICOPATAS

Reconhecer um psicopata não é tarefa fácil

Acesse os links no Blog Psicopatass

 

segunda-feira, setembro 28, 2009

Tipos de violência contra a Mulher

Alguns tipos de violência

Violência física Qualquer agressão que se dê sobre o corpo da mulher. Esta violência se dá por meio de empurrões, beliscões, queimaduras, mordidas, chutes, socos ou, ainda, pelo uso de armas brancas como facas, estiletes, móveis, etc. ou armas de fogo.

Violência sexual Qualquer ato onde a vítima é obrigada, por meio de força, coerção ou ameaça, a praticar atos sexuais degradantes ou que não deseja. Este tipo de violência também pode ser perpretada pelo próprio marido ou companheiro da vítima.

Violência psicológica e moral Este tipo de violência se dá no abalo da auto-estima da mulher, por meio de palavras ofensivas, desqualificação, difamação, proibições de estudar, trabalhar, se expressar, manter uma vida social ativa com familiares e amigas (os), etc.

Violência patrimonialQualquer ato que tem por objetivo dificultar o acesso da vítima à autonomia feminina, utilizando como meio a retenção, perda, dano ou destruição de bem e valores da mulher vitimizada.

Violência intrafamiliar / doméstica - É perpetrada no lar ou na unidade doméstica, geralmente por um membro da família que viva com a vítima, podendo ser esta um homem ou mulher, criança ou adolescente ou adulto.

Violência conjugal - É a que se dá entre cônjuges, companheiros, podendo incluir outras relações interpessoais (ex: noivos, namorados).

Violência institucional Qualquer ato constrangedor, fala inapropriada ou omissão de atendimento realizado por agentes de órgãos públicos prestadores de serviços que deveriam proteger as vítimas dos outros tipos de violência e reparar as conseqüências por eles causadas.
 
Disque 180 Denuncie

sexta-feira, setembro 25, 2009

Notificação judicial contra o Estado da Bahia visando que presos perigosos não se beneficiem de indulto.

Vera Mattos - Sociedade civil organizada entra com notíficação ao Estado da Bahia
Representantes da sociedade civil organizada entram com notificação judicial contra o Estado da Bahia visando que presos que não tiverem condições de convívio em sociedade, permaneçam obrigatoriamente sob a tutela do estado , fora do convívio dos demais membros da sociedade , sob pena de gerar séria insegurança jurídica ao todo social.
A notificação judicial é contra o Estado da Bahia, com o objetivo de adverti-lo, o Estado de que, segundo a constituição federal de 1988, o ato do Estado, tem que ser revestidos de legalidade e moralidade, e caso sejam, de forma a ferir a moralidade administrativa ou a legalidade, estaremos diante de um ato que pode ser anulado, via ação popular, que segundo a CF/88 - art. 5.o inciso lxxiii e a lei n.o.717/1965, pode qualquer cidadão, ingressar pleiteando a anulação do ato, ou o obrigação de não fazer algo que está errado.  
 
 
Rita de Cássia Martinez foi mais uma vítima do Estado da Bahia.

O assassino de Rita de Cássia Martinez foi liberado para passar o Dia dos Pais em casa. Ele que já havia violentado outras mulheres teve direito a este indulto por qual motivo? Quem assinou a liberação deste bandido? Não nos interessa se ele se matou.

A pergunta é: quantos monstros iguais a este serão liberados no Dia das crianças? E no Natal? Quantas mulheres serão violentadas e abusadas por monstros como este?

 
Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil

Vítimas de Violência Sexual

Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual

A primeira providência do policial, familiar ou qualquer pessoa que tenha contato com a vítima é: encaminhá-la ao hospital ou pronto-socorro, com as mesmas roupas que usava na hora do estupro, sem se lavar, sem tomar banho, para exames e tratamentos que precisam ser imediatos.

Caso troque de roupa, guarde as roupas que estava usando para não limpar as provas, futuramente poderá ser feito exame mo IML.
O serviço médico deve ser procurado o mais rápido possível, pois a prevenção de gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis é mais eficaz quanto menor o tempo transcorrido entre a agressão e o atendimento.
O atendimento imediato deve ser realizado por uma equipe multiprofissional que inclui médico, enfermeira, psicóloga e assistente social.
O hospital deve dispor de equipe treinada para fazer o acolhimento da mulher. As consultas devem transcorrer em ambiente adequado onde prevalecem as premissas de uma atitude compreensiva e solidária da equipe de atendimento, evitando-se comportamentos inquisitivos e juízos de valores.
O atendimento imediato consiste em entrevista e exame físico com a enfermagem, consulta médica, anticoncepção de emergência, profilaxia de doenças sexualmente transmitidas, incluindo hepatite B e HIV-AIDS, atendimento psicológico e orientações legais. Todos os medicamentos são fornecidos gratuitamente pelo hospital neste primeiro atendimento.
As observações dos diferentes profissionais são anotadas em uma única ficha clínica, que deve ficar arquivada no serviço. Se for necessário, cópia desta ficha poderá ser disponibilizada para a mulher ou seu representante legal (se menor).
A comunicação do crime é prerrogativa da mulher. É ela quem decide se deve dar queixa à polícia ou não. As mulheres, ou seus representantes legais, devem ser estimuladas a comunicar o acontecido às autoridades policiais e judiciárias, porém a decisão final é delas. O hospital somente comunicará a violência às autoridades nos casos previstos em lei.

Após o atendimento inicial devem ser agendados retornos em ambulatório específico para acompanhamento, durante seis meses, com ginecologista, infectologista, psicóloga, enfermeira e assistente social.
Devem ser realizados exames laboratoriais específicos para doenças de transmissão sexual, hepatite B, hepatite C e AIDS.
Para os casos de gravidez decorrente de estupro a mulher deve ser atendida em primeiro lugar pela assistente social do hospital. Posteriormente, é atendida pela psicóloga, pela enfermagem e pelo médico. Quando a mulher decide continuar com a gravidez, é acompanhada por equipe especializada que, se for o seu desejo, providenciará a doação da criança por ocasião do nascimento.
Se a mulher solicitar a interrupção da gravidez, esta solicitação deve ser discutida em reunião multidisciplinar, com a participação da diretoria clínica e da comissão de ética do hospital. A decisão de interromper a gestação depende de fatores médicos e psicológicos, entre os quais, a idade da gestação. Decisão favorável à interrupção somente será tomada se atendidos todos os requisitos da legislação brasileira.

Adaptado do texto do CAISM e aprovado pelo Dr. Aloisio Jose Bedone
http://www.caism.unicamp.br/programas/prog-violencia.html

Este texto também é baseado em informações do Ministério da Saúde
http://www.portaldeginecologia.com.br/modules.php?name=News&fil...

do Portal da Ginegologia
http://www.portaldeginecologia.com.br/modules.php?name=News&fil...

Projeto Iluminar
http://www.campinas.sp.gov.br/extras/?codModelo=22&busca=Ilumin...
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Atendimento imediato

A médica sanitarista Verônica Gomes Alencar, coordenadora do Iluminar de Campinas, informa que grande parte das ocorrências deste tipo de violência é registrada à noite e durante os finais de semana e feriados, quando a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) encontra-se fechada.
As pessoas que sofrerem qualquer tipo de violência sexual devem procurar um serviço de saúde antes de 72 horas. Segundo Verônica Alencar quanto mais cedo as vítimas procurarem um atendimento de saúde mais rápido o trauma físico poderá ser diminuído através da prevenção de doenças sexuais e, no caso de mulheres, de uma gravidez por estupro.
"Por isso, é fundamental que os profissionais de saúde estejam preparados para acolher e encaminhar as pessoas para os primeiros cuidados relacionados à saúde física e mental", diz.
Após o atendimento, a vítima é orientada a fazer Boletim de Ocorrência e o caso é notificado aos serviços de saúde.

Ouçam uma entrevista da Drª Verônica Gomes Alencar através do
Windows Média Player
http://www.campinas.sp.gov.br/extras/entrevistas/mp3/2006/janeiro/V...

Esta entrevista fala sobre o atendimento em Campinas, mas a maioria das informações podem ser seguidas em qualquer localidade.

A entrevista é muito instrutiva. Vale a pena ouvir.
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Onde procurar serviços de atendimento à vítima de violência sexual

Veja o endereço mais próximo da sua casa na página da Secretaria Nacional das Mulheres

http://200.130.7.5/spmu/docs/atendimento_mulher/serv_viol_sexual.pdf
 
 
LEI Nº 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009

quinta-feira, setembro 24, 2009

Roteiro de Ação! Grande passo pelas vítimas da violência dos Homens!



O Ministério Público do Estado de São Paulo apresentou à Secretaria Estadual de Segurança Pública a sugestão de implantação de um roteiro que permitirá a atuação integrada das autoridades policiais com a atividade ministerial, a fim de garantir melhor atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar, que procuram as Delegacias de Polícia. A sugestão foi apresentada nesta quinta-feira (17), durante encontros ocorridos entre o procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, o secretário estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e o delegado geral de Policial, Domingos Paulo Neto, do qual participaram, ainda, o coordenador e o coordenador-adjunto do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Criminais, respectivamente, promotores de Justiça Augusto Eduardo de Souza Rossini e Maximiliano Rosso, e as promotoras de Justiça Criminais Beatriz Augusta Pinheiro e Lílian Cavalcante de Albuquerque, do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

A proposta nasceu de um roteiro de uniformização concebido pela promotora de Justiça Criminal Beatriz Augusta Pinheiro, visando aprimorar o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, orientando-as de maneira mais ampla sobre as possibilidades que a Lei Maria da Penha oferece para a defesa de seus direitos pessoais e de sua proteção.

A sugestão atende às diretrizes enunciadas pela própria Lei Maria da Penha, que preconiza a integração operacional do Ministério Público, do Poder Judiciário, da Defensoria Pública e das áreas de segurança pública.

O roteiro elaborado elenca todas as possibilidades de auxílio e atendimento às vítimas. Com isso, os agentes públicos envolvidos poderão oferecer um serviço de proteção de maior amplitude, que abrange, por exemplo, a orientação sobre os casos em que necessária a representação da vítima contra o agressor, sobre o prazo legal para essa providência, até o esclarecimento sobre providências cautelares cabíveis na esfera cível. O objetivo é que as vítimas recebam toda a orientação possível para buscar também providências como a separação cautelar de corpos, o acesso ao lar para a retirada de pertences pessoais, a fixação de alimentos provisórios e provisionais, além de outras medidas na esfera cível em decorrência do fato criminal do qual tenham sido vítimas.

Também foi sugerido que seja possibilitado às vítimas de violência o atendimento imediato por peritos médicos para a constatação de eventuais lesões sofridas e colheita de provas materiais necessárias à comprovação dos delitos ligados à agressão de integridade física e crimes sexuais. “Muitas vezes a prova se perde, porque o exame de corpo de delito é marcado para dali a alguns dias e a vítima acaba não comparecendo, por uma série de dificuldades, ou, por demorar a ser atendida, de modo que os sinais da lesão acabam desaparecendo”, explica a promotora de Justiça Criminal Lilian de Albuquerque.

Outra sugestão é que a Secretaria de Segurança Pública implemente um serviço de atendimento aos agressores, oferecendo-lhes ajuda de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, visando a orientação e reeducação dessas pessoas por meio de programas de recuperação e reeducação, com o objetivo de prevenir novas ocorrências de violência familiar.

As sugestões foram bem recebidas tanto pelo secretário de Segurança Pública quanto pelo delegado geral de Polícia, que deverão ampliar o debate sobre as propostas, inclusive convidando as promotoras de Justiça Criminais Beatriz Augusta Pinheiro e Lilian de Albuquerque para a realização de palestra sobre o tema aos 300 novos delegados de Polícia recém-concursados.
MP sugere padronização no combate à violência contra mulher

terça-feira, setembro 22, 2009

Regras processuais da Lei Maria da Penha serão mantidas em novo Código.

Regras processuais da Lei Maria da Penha serão mantidas em novo Código, garante Casagrande

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator da Comissão Temporária da Reforma ao Código de Processo Penal, anunciou que vai manter no projeto que trata das mudanças no código (PLS 156/09) os mesmos ritos da atual Lei Maria da Penha no que diz respeito aos processos judiciais decorrentes de violência doméstica. O compromisso foi assumido durante mais uma rodada de debates com especialistas, nesta terça-feira (22). No projeto, os processos perderam as condições especiais que a lei introduziu para reduzir a impunidade dos agressores e, em consequência, conter os níveis de violência doméstica.

Antes da Lei Maria da Penha, os agressores podiam ficar impunes mesmo nos casos de violências graves porque as vítimas, por medo ou vergonha, preferiam não denunciar seus maridos ou companheiros. Com o advento da atual lei, instituída em 2006, depois de quase 20 anos de luta das entidades feministas, a denúncia ficou mais ágil e independe da vontade da vítima quando há lesão corporal grave ou gravíssima. A abertura do processo é de iniciativa do Ministério Público, por meio de uma ação civil pública, o formato que Casagrande deverá preservar.

- Nem que quisesse, eu não teria condições de manter a proposta como está agora - disse o senador, salientando que as pressões dos grupos de mulheres seriam incontornáveis.

Para Casagrande, o grupo de juristas não teve intenção de promover um retrocesso. Em sua avaliação, o que aconteceu foi uma falha. Antes, a desembargadora Marli Marques Ferreira, que preside o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Federais, havia chamado a atenção para o problema no projeto. A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) também informou que entidades de mulheres de todo o país estão mobilizadas para "evitar fissuras" que comprometam conquistas obtidas com a Lei Maria da Penha.

- O que a gente sabe é que ninguém pode triscar nela [na lei] porque senão vai ter confusão grande - alertou.

Juiz das Garantias

O grupo de jurista foi instalado no ano passado por ato da Presidência do Senado. Do trabalho, resultou o anteprojeto de reforma do Código de Processo Penal que agora tramita como projeto de lei, com autoria do presidente do Senado. No debate, a avaliação geral é de que a proposta promove avanços no sentido da garantia dos direitos individuais. A criação da figura do juiz das Garantias seria um dos pontos que favorecem os direitos do cidadão. Esse magistrado irá acompanhar o inquérito policial e decidir por medidas de prisão temporária, mas outro dará a sentença. O entendimento é de que, no atual modelo, o julgador fica sem isenção total na hora de tomar uma decisão sobre as provas colhidas no inquérito que motivou o processo contra o réu.

Há preocupação, no entanto, com a viabilidade de aplicação da regra de separação entre o juiz das Garantias e o julgador nas comarcas servidas por apenas um magistrado. Pelo projeto, conforme Casagrande, haverá normas administrativas posteriores para disciplinar a indicação de juízes substitutos para essas comarcas, dando garantia de funcionamento ao novo modelo, sem prejuízo para os que vivem nas cidades do interior que, assim, também serão beneficiados por esse avanço.

- A regra do juiz substituto permite conciliar o problema. A legislação tem que estar um passo adiante da realidade, como um motor que provoque avanços - afirmou o relator, para defender a criação do juiz das Garantias, apesar das carências atuais do Judiciário.

Com relação ao objetivo de redução dos recursos que hoje atrasam o julgamento das ações, muitas vezes até a extinção da punibilidade do réu, a ministra Thereza Rocha Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou que o projeto é contraditório. Segundo ela, houve de fato restrições, em alguns estágios do processo, mas também abertura para outros recursos em determinadas situações. A ministra, que representou no debate o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), também apontou a necessidade de fixar de forma mais objetiva o significado de diversos termos do texto. Sem isso, disse, poderá haver diferentes interpretações por parte dos juízes, originando decisões distintas.

Na reunião desta terça, o senador Flávio Torres (PDT-CE) ficou à frente dos trabalhos, em substituição ao presidente da comissão, senador Demostenes Torres (DEM-GO). Ao fim, Casagrande informou que deve apresentar o relatório com o exame da proposta no início de outubro. Na próxima semana, haverá nova audiência pública.

Gorette Brandão/ Agência Senado

Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado

terça-feira, setembro 15, 2009

CNJ investiga o juiz que classifica a Lei Maria da Penha de monstrengo tinhoso

CNJ investiga juiz que criticou Lei Maria da Penha

O Conselho Nacional de Justiça decidiu, nesta terça-feira (15/9), investigar o juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, conhecido por ter chamado a Lei Maria da Penha de "regras diabólicas" e ter dito que as "desgraças humanas começaram por causa da mulher". Por fim, Rodrigues ainda classificou a Lei Maria da Penha de "monstrengo tinhoso".

O CNJ abriu Processo Administrativo Disciplinar depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais arquivou o caso. O processo ainda não foi analisado no mérito, mas o relator Marcelo Neves adiantou que "trata-se de uma denúncia grave de discriminação à mulher". A decisão de abrir a processo disciplinar foi unânime.

O conselheiro disse, ainda, que o caso deve ser julgado em breve. "O processo já está nem instruído", disse Neves. Segundo o relator, o juiz está passível de sofrer as punições do artigo 41 da Lei Orgânica da Magistratura. Pela lei, o magistrado que utilizar linguagem imprópria poderá ser advertido, censurado e até mesmo demitido. Na sessão desta terça-feira, os conselheiros do CNJ chegaram a discutir a possibilidade afastar o juiz preventivamente. O afastamento, contudo, será discutido somente no julgamento do mérito.

O CNJ analisará se as declarações de Rodrigues são ofensivas ao público feminino. Em uma sentença, por exemplo, o juiz escreveu que o "mundo é masculino". Além disso, chamou a Lei Maria da Penha de inconstitucional e se recusou a aplicá-la. Os conselheiros discutirão se os termos usados pelo juiz foram ofensivos. O CNJ, contudo, não poderá discutir o mérito da sentença – mesmo que decidam que o texto foi agressivo à honra das mulheres.

Por ser um órgão de controle administrativo, o CNJ não pode tratar das questões criminais das declarações do juiz ou em relação aos processos sentenciados por Rodrigues. Mesmo assim, o conselheiro Marcelo Neves disse que o caso do juiz de Sete Lagoas é análogo a racismo — considerado pela lei crime inafiançável. "É uma situação grave de preconceito, análoga à discriminação racial. Só que nesse caso é uma discriminação de gênero", disse o relator.

As declarações do juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007. Em uma sentença, o juiz escreveu que o controle sobre a violência contra a mulher tornará o homem um tolo. "Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões", escreveu o juiz.

Nas decisões, o juiz também demonstrou receio com o futuro da família. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado."

Revisão Disciplinar 2008.10.00.000355-9

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Para juiz, Lei Maria da Penha é um conjunto de regras diabólicas

O juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues de Sete Lagoas, Minas Gerais, considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha e rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras. Para o juiz a lei é "um conjunto de regras diabólicas", segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A lei é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência doméstica.

"Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!".

Em uma de suas decisões, ele sugeriu que o controle sobre a violência contra a mulher tornará o homem um tolo e demonstrou receio com o futuro da família. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado." Ele chama a lei de "monstrengo tinhoso".

Rodrigues criticou ainda a "mulher moderna, dita independente, que nem de pai para seus filhos precisa mais, a não ser dos espermatozóides". Segundo apuração da jornalista Silvana de Freitas, que procurou ouvi-lo, o juiz usou uma sentença-padrão, repetindo praticamente os mesmos argumentos nos pedidos de autorização para adoção de medidas de proteção contra mulheres sob risco de violência por parte do marido. A 1ª Vara Criminal e de Menores de Sete Lagoas informou que ele está de férias e que não havia como localizá-lo.

Sancionada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (nº 11.340) aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência. Seu nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia, agredida seguidamente pelo marido. Após duas tentativas de assassinato em 1983, ela ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, só foi preso após 19 anos de julgamento e passou apenas dois anos em regime fechado.

Em todos os casos em suas mãos, Rodrigues negou a vigência da lei em sua comarca, que abrange oito municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, com cerca de 250 mil habitantes. O Ministério Público recorreu ao TJ, conseguiu reverter um caso e agora aguarda que os outros sejam julgados.Do Conjur.

domingo, setembro 13, 2009

quinta-feira, setembro 10, 2009

Querem minha morte é evidente! Ana Maria C. Bruni Itacaré- Bahia

Querem minha morte é evidente! Ana Maria C. Bruni Itacaré- Bahia

A Corja não desiste.Não conseguiram me exterminar. Não conseguiram que eu deixasse a cidade de Itacaré. Não conseguiram me calar.
Mas não desistem como descarados e criminosos que são.Querem minha morte é evidente!
Soube no final da tarde, nesta cidade sem jornal ,que uma matéria postada num dos meus Blogs Territorio Itacare sobre a prisão de um traficante está sendo distribuída pela cidade como se fosse de jornal.
Para complementar o " orelha seca"  como denominam o difamador criminoso divulga que eu é que entreguei o tal traficante para a policia!
 
Então vamos esclarecer:
A matéria não é minha, é de outro blog e tem o link . Acrescentei elogio a nova delegada de Itacaré.
Estou há 3 anos denunciando policiais da civil, da militar e a corja que se infiltrou em minha vida e não querem me escutar, nem investigar.
Não conheço os traficantes de Itacaré, muito menos este que foi preso.
Itacaré é uma cidade muito pequena, se quiserem prender realmente estes traficantes prenderão como assim fizeram com este da matéria.
Itacaré não merece ser considerada o paraíso das drogas.
Combato as drogas em minhas postagens pois vejo o mal que elas trouxeram para esta cidade.
 
Então vamos deixar bem claro! Os criminosos que eu tinha de denunciar já foram denunciados.
Para A Corja  que pretende com mais esta armação que eu sofra retaliações agora por parte de traficantes ,certamente denunciados ou envolvidos com eles ,desejo que continuem para sempre nestas terras infernais e jamais alcancem o paraíso.E um lembrete, estes caras reconhecem seus iguais!
 
Então a armadilha está feita, quando acabarem comigo será mais um daqueles casos baianos sem solução. Quem será o culpado?  A corja, os antigos policiais desta cidade ou os traficantes?
 
Vamos a luta Imundos
Ana Maria C. Bruni
Itacaré- Bahia

Leizinha, assim os vereadores de Itabaiana SE falam da Lei Maria da Penha

Vereador de Itabaiana diz que é contra Lei Maria da Penha porque não pode dar tapinhas em mulher adúltera

O vereador Vardo da Lotérica da cidade de Itabaiana, usou a tribuna da Câmara para dizer que é contra a Lei Maria da Penha. "Possuí seis mulheres e levei chifre. Como não tinha a Lei Maria da Penha, dei uns tapinhas, e hoje não posso mais fazer isso", disse o vereador.
A Lei Maria da Penha número 11.340 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006. A lei pune com rigor agressões contra mulheres quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A mesma entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e logo no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no estado do Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.
A história de Maria da Penha é dramática, ela foi agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda por eletrocutação e afogamento. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.
Com a lei houve alteração no Código Penal brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Estes agressores também não poderão mais ser punidos com Penas alternativas. com o aumenta do tempo máximo de detenção previsto de um para três anos. A nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.
São lamentáveis essa palavras e o pior de tudo é saber que pessoas assim como ele ocupam cargos públicos.
 
Por Ed Carlos Dias, do Sergipe em Destaque.
 
...
O vereador da cidade de Itabaiana Arivaldo Resende, conhecido como Vardo da Lotérica fala sobre a Lei Maria da Penha
 
Escute do  AQUI  no Ne Noticias
 
 
Obs: Não houve um vereador que o interrompe-se! E ainda querem nossos votos!
 
....
Manifeste-se
 
Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Itabaiana.
Nosso endereço: Av. 13 de Julho, 516 - Itabaiana-SE.
Fone: (79) 3431-9723.
....
 
Através deste canal você poderá entrar em contato com o prefeito Luciano Bispo e fazer a sua sugestão ou encaminhar a sua reivindicação.
http://www.itabaiana.se.gov.br/serv_prefeito.php
...
 
A " Leizinha"  como disse este vereador, protege mulheres da violência dos que se dizem homens e ainda conseguem ser Vereadores

quarta-feira, setembro 09, 2009

Animais pulam cercas, em uniões humanas cercas são construídas.

Ah! O gozo, o sêmen. O prazer momentâneo. Sim, muitos já escreveram e definiram os orgasmos humanos. Sexo é vida. Sexo é morte em suas variações.

 

Um cara dizia, supostamente comentando sobre atitudes de outros:

-Lavou tá novo e ria

 

Como resposta: Não é assim, não se lava imundícies, elas se impregnam em todos os poros, sentidos,ossos,músculos,órgãos,mente.Em praga virulenta se torna e mata.

 

Ah! O prazer!A conquista! A penetração! O ser penetrada!Os odores! A dor! O suor! Sons! Apelos fortes irresistíveis para os animais que assim partem para outras esferas longes, muito longe da realidade consistente de vidas estruturadas!

Vale o momento, o novo perfume, o hálito de dentifrícios desconhecidos, seios maiores, menores, siliconados, bundas de todas as formas e tamanhos, vaginas depiladas, coloridas e pênis com todas suas performances com ou sem viagras. Valem os momentos entre loiras, morenos, brancas, negros, sem raça, sem nomes, sem historia. Momentos que destroem vidas, vidas de outros esteja claro este ponto.

 

Estatísticas invadem nossa cultura: Traição.

Especificam as razões dos gêneros, biológicas, psicológicas, pesquisam de tudo para que veladamente não se destruam os requisitos de construção de uma sociedade melhor onde a família e os princípios sejam preservados.

 

Bobagens dizem alguns, de todas as idades, mas em surdina observamos movimentos como: Quero um namorado (a) e sites em busca de relacionamentos sólidos entopem a rede.Não é bobagem. São vidas que necessitam de serem construídas em pilares sólidos

 

Nesta construção cercas mentais são construídas desde nossa infância,união,família,trabalho,descendência,heranças genéticas e patrimoniais.Assim nos preparamos para nossa realização pessoal, profissional e familiar.Assim envelhecemos.

 

Criam-se elos com uniões, o um se transforma em dupla e se multiplica pelo sangue e no âmbito social.Formamos grupos, conceitos são desenvolvidos, o compromisso se expande . O lazer, o trabalho, os objetivos do grupo se tornam parte inerente ao elo principal. A cerca se amplia, um território novo é preparado, adubado,cultivado, construções são erguidas, suor é derramado, tecem-se momentos, sagradas recordações na teia da vida, crêem-se eternas e sólidas.O uno da existência é formado e sagrado o solo é considerado.

 

No tempo,advém nas bestas a índole selvagem, destruidora, a caça as novas presas. Rompido é abruptamente o elo e seu contexto.

 

Bestas precisam de novas bestas. Não se contentam as bestas em pularem cercas. Não! As querem destruídas, no chão, para que os vermes que estão em seus corpos e de suas novas presas possam se nutrir mais e mais de suas vítimas.

Nada mais resta a não ser a selvageria. O solo é devastado, seus veios são interrompidos pela violência e infâmia. Os que adubavam junto a ti escapam com medo, outros por terem dado as ferramentas para que se demolissem as cercas, alguns para protegerem suas próprias cercas.

Nada mais a protege. Nenhuma cerca,nenhum grupo.Perdem-se os princípios e valores.

 

O ar é escasso. O enxofre predomina. A farsa do passado extingue o presente e condena o futuro.Aquele solo amado arde sob seus pés. Seu leito é tumba.O  azul da harmonia celeste a atinge como lança irônica e pérfida pois a lama encobre o olhar da sobrevida.Seu próprio corpo a repugna pelo contato com a besta.Os muros mofam.

 

Existências traídas.Pactos rompidos. O carnal é irrelevante na barbárie do destroçar da existência. Criminosos atos sim, pois Imundos e Imundas contaminam suas vitimas.

São Bestas Malignas predadoras.

O elo rompido no tempo de sua existência é a cerca destruída pela bestialidade desumana

 

Não se trai nem se pulam cercas, destroem-se vidas sem clemência.

sábado, setembro 05, 2009

Sociedade abrigando os Psicopatas

"Se você tem uma sociedade que tolera desrespeito, preconceito, tiranias, injustiças, violências, isso acaba fomentando que psicopatas que manifestem mais.

Se tem uma sociedade de tolerância zero, a tendência é reduzir essa manifestação... "

A grande arma da sociedade, é não tolerar a impunidade.

Ana Beatriz Barbosa Silva No G1

Saiba mais no Blog Psicopatas
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Sociedade Brasileira

..ela se cala
ela se omite
ela compactua
ela silencia
ela não ouve
ela não auxilia
ela não fala
ela não se movimenta
ela não se une
ela não se solidariza
ela é covarde
ela é acomodada
ela não grita

e lembrem-se Os psicopatas tem preferência para se juntarem a pessoas sem escrúpulos.

Ana Maria C. Bruni

sexta-feira, setembro 04, 2009

Maria da Penha pede punição por atraso de processo

Ela disse que caso só não prescreveu devido a ajuda internacional.
Vítima de agressões, Maria da Penha deu nome à Lei 11.340/2006.

 Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

A farmacêutica Maria da Penha Fernandes pediu na quinta-feira (3), durante audiência pública do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Ceará, que o órgão responsabilize as pessoas que "provocaram a demora injustificada" do seu processo de reparação da violência doméstica, que sofreu por parte do ex-marido. Ela é a cidadã que deu nome à Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), por ter sido vítima de agressões.

"Precisamos conhecer as pessoas que trabalham contra a Justiça neste país", destacou durante o evento que contou com a presença do corregedor Nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. Na ocasião, Maria da Penha aproveitou para fazer um apelo em defesa da legislação em vigor. "Com a reforma do Código de Processo Penal, a lei vai deixar de existir. Não se pode enfraquecer esta lei que tanta importância trouxe à sociedade", enfatizou.

O caso de Maria da Penha se transformou em um símbolo na luta pela eliminação da violência contra a mulher no país. Depois de ser agredida pelo ex-marido durante 14 anos, ela entrou com um processo contra o agressor em 1997, o qual demorou quatro anos para ser concluído.

Segundo a farmacêutica, o desfecho do caso em 2001, que resultou na prisão do seu ex-marido, saiu apenas seis meses antes de o processo prescrever. "Se não fosse a intervenção da Justiça internacional, meu caso teria prescrito", lembrou, citando a denúncia que apresentou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

O último balanço da Lei Maria da Penha, apresentado no fim de março pelo CNJ, mostra que apenas 2% dos processos concluídos pela Justiça resultaram em condenação aos agressores. De acordo com os dados, dos 75.829 processos sentenciados, apenas 1.801 teriam resultado em punição a homens acusados de agredir mulheres.

No G1

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"Precisamos conhecer as pessoas que trabalham contra a Justiça neste país"

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"Precisamos conhecer as pessoas que trabalham contra a Justiça neste País", reivindicou. Na ocasião, ela também fez um manifesto em favor da efetividade da Lei Maria da Penha. "Com a reforma do Código de Processo Penal, a lei vai deixar de existir. Não se pode enfraquecer esta lei, que tanta importância trouxe à sociedade", destacou.

O caso de Maria da Penha tornou-se um símbolo na luta pela eliminação da violência contra a mulher no Brasil. Depois de ser violentada pelo ex-marido durante 14 anos, ela entrou com um processo contra o agressor em 1997, o qual demorou quatro anos para ser concluído.

Com o término do processo, além da prisão do agressor, ela obteve uma reparação simbólica. Maria da Penha também promoveu mudanças legislativas, com a criação da lei que ampliou o acesso das mulheres à Justiça e criou medidas concretas para combater a violência dentro de casa.

"Essa lei garante às nossas filhas e netas maior dignidade e um futuro sem violência", destacou. Segundo ela, a lei não serve para punir os homens, mas sim os agressores.

"Quem é contra ou não conhece a realidade de violência no País ou é um agressor", completou. Ela parabenizou a iniciativa do CNJ em promover uma audiência pública para conhecer os problemas enfrentados pela população. Do Terra

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"Quem é contra ou não conhece a realidade de violência no País ou é um agressor"

No Brasil implora-se justiça enquanto mulheres morrem

Vilma chora e implora por Juizado Especial da Mulher no Piauí.Delegada diz que homem não teria esfaqueado esposa se Justiça não fosse tão lenta.

 
Diante da agressão contra a dona-de-casa Leoneide Ferreira que foi esfaqueada pelo ex-marido, a delegada Vilma Alves da Silva, fez um apelo emocionado. A titular da Delegacia da Mulher Centro, pediu que o Tribunal de Justiça do Piauí crie o quanto antes um Juizado Especial para atender casos como este de violência contra a mulher.
Segundo a delegada, este foi um crime que podia ter sido evitado. "Ele (Edílson Rodrigues dos Santos, acusado da agressão) tinha oito Boletins de Ocorrência, já tinha sido preso, tinha problemas mentais, foi internado no Hospital Areolino de Abreu e solto em seguida", destaca Vilma.
Com os olhos marejados, a delegada explica que se o Juizado Especial da Mulher já existisse, o acusado já teria sido julgado e preso, não dando tempo para realizar a tentativa de homicídio. "Eu imploro ao desembargador (Raimundo Nonato) Alencar, presidente do TJ que crie o juizado porque não se pode continuar assim. Não existe só a Leoneide. Todas as Delegacias da Mulher de Teresina registram casos desse tipo diariamente", emociona-se.
A delegada cita como exemplo de morosidade da Justiça em relação à violência contra a mulher dois casos, envolvendo pessoas públicas. "Há pessoas influentes que eu já pedi a prisão e até agora não saiu; como o caso do ator e do médico bastante conhecidos que espancaram suas companheiras", pontua.

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Psicopatas - Além do traço de personalidade

(Adriana Vandoni) Existe algo intrigante na personalidade daquele homem. Estranho, mas ele não se abate com nada. Transparece uma normalidade tão absoluta, que mesmo em meio às maiores tormentas, mantém um equilíbrio assustador. Mesmo quando acusado dos crimes que de certo cometeu, seu semblante é inabalável. Um comportamento que não é humanamente normal. Sua frieza é tanta, que revela a ausência total de parâmetros de moralidade. Por outro lado ele é muito agradável e seguro de si.

A primeira vista ela também é encantadora e sedutora. Até os incrédulos, depois de uma conversa, por mais breve que seja, saem encantados com aquela mulher. Também pudera, de fala fácil e cativante, ela tem sempre a palavra certa para a hora exata, fala o que o interlocutor quer ouvir. Fala de tudo, e mesmo que fale sem profundidade, diz com uma segurança convencedora. Suas respostas espertas e suas histórias deslumbrantes, corroboram para a construção do seu fascínio. Quando é contestada, jamais se embaraça. Simplesmente muda a história ou distorce os fatos para se encaixar triunfante de novo. Ela cativa, mas vista com olhos mais apurados, percebe-se seu talento natural para mentir, enganar e manipular.

Obstinado em alcançar seu objetivo, ele não mede esforços nem discrimina os métodos, pelo contrário, facilmente recorre a esquemas, intrigas e claro, ao seu poder de convencimento. Prefere se rodear de pessoas sem escrúpulos, mas que lhe facilita a realização de suas ambições. Dominante e muito seguro de tudo o que diz, ele procura controlar os outros. Até aceita opiniões diferentes das suas, mas quando lhe são interessantes. E se por desventura alguém o enfrenta e ele se sente ameaçado, ai sim, seu equilíbrio se esvai, ele se torna agressivo, e friamente é capaz de cometer qualquer coisa para tirar aquela ameaça de seu caminho.

Desonesta por natureza, ela vive do poder que a possibilita obter vantagens de toda espécie. Compulsiva, cruel e impulsiva, e com uma inteligência é acima da média, ela manipula e usa as pessoas com grande facilidade. E sem sentimento algum, as descarta quando já não lhe servem mais. Remorso? Ela não sabe o que é isso.

Egocêntrico, ele se sente um ser superior regido por suas próprias normas. Sim, as leis não foram feitas para ele, pois sua sensação de onipresença o faz acreditar que tudo lhe é permitido.

Nesta simbiose entre ele e ela, nasce a fictícia personagem Rivone. E não se assuste, meu caro leitor, se você vier a reconhecer alguém da vida real nos traços de personalidade da Rivone. Saiba que ela é bem mais real que se pode imaginar. E pode estar em qualquer lugar. Pode ser o açougueiro, a manicure ou o político em quem você pode votar nas próximas eleições. Pode ser bela ou encantador. Sem estudo ou doutor. Pode ser qualquer um, afinal, estas são algumas das características de um psicopata.

Do Prosa e Politica da Adriana Vandoni  Matéria Alem do traço da personalidade

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Postado no Blog Psicopatas , que contem muitos artigos sobre Psicopatas